sábado, 15 de março de 2008

Conspiração coca cola

Video gravado por ex-diretor da Coca-cola, e apresentado com exclusividade no extinto programa Repórter Cidadão, da Rede TV, prova que a empresa forjou e-mails e montou uma estratégia em Atlanta para destruir a indústria de refrigerantes brasileira Dolly. As acusaões contra a Coca-cola vão de conspiração até ameaças de assassinato.
Dolly x Coca Cola (parte I)

Dolly X Coca Cola (parte II)

Dolly X Coca Cola (Parte III)

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Relatório revela como mão-de-obra infantil nos canaviais de El Salvador ajuda a encher as garrafas da Coca-Cola

Jim LobeCorpWatch

A Coca Cola tem se beneficiado indiretamente do uso de trabalho infantil em plantações de cana-de-açúcar em El Salvador, alertou novo relatório da Human Rights Watch (HRW), que conclama a empresa a ser mais responsável para garantir a abolição desses abusos. Entre 5 mil e 30 mil crianças salvadorenhas, algumas com apenas oito anos de idade, trabalham nas plantações de cana do país, onde ferimentos (em particular cortes profundos e dilacerações) são comuns, aponta o estudo de 139 páginas intitulado “Turning a Blind Eye: Hazardous Labour in El Salvador´s Sugar Cane Cultivation”*.

A importância da produção açucareira em El Salvador tem crescido desde os anos 50 -- excedendo, em 1971, a produção de grãos básicos. Durante a década de 90, o açúcar, produzido em sua maior parte em plantações de propriedade do Estado, tornou-se a segunda maior lavoura do país, atrás apenas do café. A partir de 1995, as áreas de cultivo passaram a ser privatizadas. Embora a Coca Cola não compre a cana diretamente destas plantações, suas engarrafadoras locais adquirem açúcar da maior usina salvadorenha, Central Izalco, e distribuem o refrigerante por toda a América Central. A HRW descobriu que a Izalco adquire cana-de-açúcar de pelo menos quatro fazendas que fazem uso ilegal de mão de obra infantil. A Coca Cola negou qualquer conexão com o trabalho infantil em El Salvador. “Nossa pesquisa revelou que nenhuma das quatro cooperativas identificadas pela HRW chegou a fornecer produtos direta ou indiretamente para a Coca Cola Company, e que nem a companhia, nem a engarrafadora salvadorenha, têm quaisquer contratos com essas cooperativas agrícolas”, declararam representantes da empresa em nota emitida em resposta à denúncia. A companhia se opõe publicamente ao uso de trabalho escravo, e seu programa de “Princípios Diretrizes para Fornecedores” garante que fornecedores diretos “não usem trabalho infantil de acordo com o definido pela lei local”. Michael Bochenek, conselheiro da Divisão de Direitos da Criança da HRW, acredita que a companhia deveria assumir maior responsabilidade. “A Coca diz que não é responsável pelo que acontece além de seus fornecedores diretos, e nós discordamos”, declarou. “Se a Coca Cola é séria no que diz respeito a evitar qualquer cumplicidade com o uso de trabalho infantil insalubre, a companhia deveria reconhecer sua responsabilidade em garantir que o respeito aos direitos humanos seja estendido ao longo de toda sua cadeia de suprimentos”. Sob a legislação salvadorenha, a idade mínima para o envolvimento em trabalhos insalubres é 18 anos -- e muitos consideram o trabalho em plantações de açúcar um dos mais perigosos empregos na agricultura. As leis, porém, geralmente não são cumpridas, em parte pelo fato de as crianças serem contratadas como “auxiliares”, o que não lhes dá direito às mesmas proteções de empregados. Crianças empregadas como auxiliares geralmente têm de pagar pelo próprio tratamento médico caso sofram ferimentos nas plantações, apesar de medida do código trabalhista que estende aos empregadores a responsabilidade pelas despesas médicas provocadas por acidentes no trabalho. “O trabalho infantil é absurdamente comum nas plantações de cana-de-açúcar de El Salvador”, diz Bochenek, principal autor do relatório da HRW. Baseado em entrevistas conduzidas no início do último ano, o estudo contou com depoimentos de trinta e duas crianças e jovens de idades entre 12 e 22 anos -- bem como pais, professores, ativistas, acadêmicos, advogados, oficiais do governo, e representantes da Associação Açucareira Salvadorenha. “Companhias que compram ou usam açúcar devem tomar conhecimento do que acontece e fazer algo a respeito”. O corte da cana-de-açúcar é perigoso por várias razões. As ferramentas mais comumente utilizadas são os machetes e facões. A monotonia do trabalho e o fato de ser feito diretamente sob o sol tornam os acidentes freqüentes, mesmo entre os trabalhadores mais experientes. Virtualmente todas as crianças entrevistadas pela HRW apresentavam cicatrizes múltiplas por cortes recebidos durante o trabalho. “Me cortei na perna”, declarou um garoto de 13 anos ao entrevistador da HRW, ao mostrar uma cicatriz em sua canela esquerda. “Saiu muito sangue. Recebi pontos na clínica”. Sua mãe completou, esclarecendo que o acidente ocorreu quando ele tinha 12 anos. O costume de queimar a cana para livrar-lhe das folhas antes de seu corte faz com que os trabalhadores sofram com a inalação da fumaça, e com queimaduras em seus pés. Como dito por um ex-inspetor trabalhista à HRW, “a cana-de-açúcar apresenta a maioria dos riscos. Não há dúvida - a colheita da cana é o mais perigoso (dos trabalhos agrícolas)”. Ainda que não tão perigoso, o plantio da cana --trabalho que, em El Salvador, é feito em sua maior parte por mulheres e garotas – também é difícil e exaustivo. Trabalhando sob o sol quente, os trabalhadores devem seguir ao ritmo dos tratores que arejam a terra. Crianças que trabalham em plantações de cana-de-açúcar (durante a colheita, principalmente), são geralmente forçadas a perder os primeiros meses do ano escolar, ano após ano. Boa parte chega a deixar a escola de vez. A HRW recomenda que a Coca-cola e outras empresas compradoras de açúcar salvadorenho requeiram de seus fornecedores a incorporação dos acordos internacionais sobre trabalho infantil em seus contratos e que adotem sistemas efetivos de monitoramento para checar se estão sendo cumpridos. Mas o problema não deveria ser resolvido com a simples exclusão das crianças trabalhadoras, particularmente quando suas famílias dependem de renda extra que seus filhos levam para casa, de acordo com Bochenek. “O que é realmente necessário para assegurar que o trabalho infantil seja tratado de uma forma abrangente é combinar incentivos educacionais e outras redes de segurança”, diz ele. “Tratar o caso na marra só é válido em último caso”. Ele citou programas no México e no Brasil que garantem ajuda de custo para as famílias que encaminhem suas crianças para a escola em vez de ao trabalho. Sob a pressão das ONGs, por exemplo, os maiores fabricantes de chocolate concordaram no último ano a participar de um programa de monitoramento das plantações de cacau no Oeste africano, para assegurar que respeitem as mínimas regras internacionais sobre trabalho infantil. Inicialmente, eles insistiram que não aceitavam responsabilidade pelas práticas abusivas porque compravam sementes de vendedores de commodities e não dos próprios produtores. Mas, como as ONGs aumentaram as pressões, os fabricantes de chocolate concordaram em participar do programa.

*Algo como “Fechando os olhos: Trabalho Insalubre nas Plantações de Cana de El Salvador” Tradução: Tiago Soares (http://www.planetaportoalegre.net/)

fonte: http://www.jubileubrasil.org.br/alca/coca.htm

2 comentários:

Henrique disse...

A COCA-COLA NÃO PRECISA DESTRUIR A DOLLY, A DOLLY JÁ É UMA MERDA E VERGONHA NACIONAL, NINGUÉM COMPRA, QUEM COMPRA UMA VEZ NÃO COMPRA MAIS, UM SABOR DE XAROPE HORRÍVEL.

Anônimo disse...

eu me surpreendi quando vi a Dolly contra a COCA-COLA . para!